Pesquisa na UESC sobre Cacau torna-se referência global agroflorestal
A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) reafirma seu protagonismo na produção científica ao ter estudo coordenado pela professora e pesquisadora Déborah Faria reconhecido como referência internacional na área de sistemas agroflorestais. O relatório “State of the art on cocoa prodution in Brasil“ (O Estado da Arte do Cultivo de Cacau no Brasil) apresenta uma análise abrangente sobre os Sistemas Agroflorestais (SAFs) de cacau no país.
Especialista em biodiversidade e coordenadora do Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação da Uesc, Débora Faria desenvolveu o trabalho em parceria com Miguel Calmon, da Conservação Internacional Brasil. O estudo foi solicitado pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil, evidenciando sua relevância estratégica no cenário internacional.
Com apoio do Instituto Arapyaú, o documento reúne dados técnicos, literatura acadêmica e validações de especialistas, mapeando as dimensões produtivas, financeiras e socioambientais da cadeia do cacau. A análise aprofunda-se especialmente no Sul da Bahia e no bioma Amazônico, regiões centrais para a produção nacional.
Segundo Déborah Faria, o relatório consolida anos de pesquisa sobre o setor cacaueiro brasileiro. A pesquisadora destaca que o país possui diferenciais competitivos, como a predominância de sistemas agroflorestais, a presença das cabrucas — reconhecidas pela alta biodiversidade — e o potencial de expansão em áreas degradadas sob a perspectiva da agricultura regenerativa. Ao mesmo tempo, ressalta os desafios estruturais e mercadológicos que ainda demandam atenção.
Voltado a investidores, formuladores de políticas públicas, empresas e profissionais do setor, o estudo reforça o papel da Uesc como centro de excelência na produção de conhecimento científico aplicado ao desenvolvimento sustentável, contribuindo para posicionar o cacau brasileiro em bases técnicas, ambientais e econômicas sólidas no mercado internacional.